O fim da patente da semaglutida no Brasil, oficializado em março de 2026, marca o início de uma nova corrida na indústria farmacêutica nacional. Conhecido popularmente como “Ozempic brasileiro”, o conjunto de medicamentos similares ao tratamento original promete ampliar o acesso a terapias contra diabetes tipo 2 e obesidade, ao mesmo tempo em que reacende debates sobre segurança e uso estético.
Agilidade no processo

Com pelo menos uma dúzia de pedidos em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), laboratórios nacionais aceleram processos para colocar no mercado versões mais acessíveis da substância. A expectativa do setor é que os primeiros produtos cheguem às farmácias ainda no primeiro semestre, inaugurando um mercado que pode movimentar dezenas de bilhões de reais nos próximos anos.
Popularização

A popularização da semaglutida, no entanto, vai além do tratamento médico. Nos últimos anos, o medicamento se tornou fenômeno cultural, impulsionado pelo uso para emagrecimento rápido, muitas vezes sem acompanhamento clínico. Especialistas alertam que essa demanda distorcida pode pressionar o sistema de saúde e incentivar práticas de risco.
Preocupações das autoridades



