
A distância entre a Vila Nova São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, e Havana, em Cuba, é de mais de 6 mil quilômetros. Mas, para o cidadão brasileiro que depende do SUS, essa distância é medida em indignação.

Nesta semana, o contraste das prioridades governamentais ficou exposto de forma cruel. De um lado, leitores denunciam a falta crônica de medicamentos básicos em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Pessoas que saem de casa cedo, enfrentam filas e retornam de mãos vazias, sem o tratamento para doenças crônicas ou dores agudas.
Do outro lado, o Diário Oficial e as agências de notícias celebram o envio de toneladas de ajuda humanitária para Cuba. Entre os itens despachados com a bandeira brasileira? Medicamentos e insumos hospitalares.
A conta que não fecha

Não se trata apenas de uma questão de logística, mas de respeito ao suor do brasileiro. Cuba hoje acumula uma dívida que ultrapassa os R$ 3,6 bilhões com o Brasil. São empréstimos do BNDES que entraram em regime de calote sucessivo, forçando o Tesouro Nacional – ou seja, você – a cobrir o rombo.
A pergunta que fica no ar, e que o governo evita responder "sem massagem", é: Como justificamos o envio de ajuda a fundo perdido para um devedor contumaz enquanto a nossa própria rede de saúde colapsa por falta de gestão e recursos?




